Uma fruta madura
Se toma com gosto do pé
Para saborear devagar.
Aprecia-se o cheiro antes.
A casca vai embora,
De volta à terra.
Fica a polpa suculenta,
Viva,
Para lambuzar-se com prazer.
Consumida, enfim,
Deixa um gosto bom,
Profundo e sem culpa alguma.
Assim deve ser a outra metade da vida.
Daniela Bonafé
Daniela Bonafé
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