segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ficar. Tão Longe. Tão Perto.

Algo em movimento (um trem, um carro, um avião).
Primeiro veloz.
Como quem quer percorrer o mundo em cinco minutos (ou décadas).
Depois lento
apreciando a calmaria que se exige ao contemplar uma obra de arte.
Não.
Esta analogia não serve.
Não sou de calmaria.
Não sei andar devagar.

Talvez um filme.
Estilo Bolywood.
Baseado em fatos reais.
Romance, drama, terror, musical.
Tudo ao mesmo tempo, now.
Do meio para o final com direção do Woody Allen.
Leve e profundo.
Dialogando com a simplicidade da vida...

Melhor....
um livro.
Gabriel Garcia Márquez.
Com pitada de drama (destes que a gente inventa).
Reflexivo.
Com recortes: crônicas, contos, poesia.
Algumas receitas.
Bilhetinhos e ilustrações.
Escrito coletivamente.
Mãos que interferem, reescrevem, apontam outros caminhos, vislumbram novas possibilidades.
Para ler em voz alta (com alguns sussurros).
Para ler caminhando.
E algumas vezes sentar para rir.
Compartilhar a leitura.
Dar nó na garganta.
Enrolar por medo do vazio que fica no final.
Simples e complexo.
Incerto e definitivo.
Obscuro e direto.

Assim...

Ana Guabiraba

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