Eu não gosto de iogurte.
Apesar de amar leite.
Vou avisando de cara porque já tentei mil vezes começar uma dieta pelo iogurte e nunca vai dar certo. Não adianta me falar que ele favorece isso ou aquilo, pode beneficiar meu corpo deste ou daquele jeito. Topo viver um tempinho a menos se não tiver que comer iogurte.
Uso o iogurte como exemplo para pensarmos nas mudanças que estamos dispostos a fazer para mantermos nosso corpo funcionando. Não vou tomar banho gelado. Acordo cinco horas da manhã e para mim é praticamente uma tortura medieval. Claro que posso mudar de ideia daqui a poucos dias se aparecer uma doença que pode ser curada com o banho gelado as cinco da manhã. Mas hoje minha resolução é de que banho gelado só em cachoeira durante o auge do verão.
Estou disposta a realizar muitas mudanças para uma vida mais equilibrada e com menos dores e cansaço. E sei que as mudanças devem ser implementadas agora. Daqui a pouco será tarde demais.
Mas também sei que o corpo não é eterno. Não quero abrir mão de viver para não morrer.
Quero uma cervejinha com batatas fritas (pastel já não dá mais) aos sábados regada a conversas sobre a conjuntura política. Nunca mais vou passar na porta de uma turma de ginástica funcional (nem adianta insistir Sandra). Mas também não quero mais ter dor nas costas e a barriga pulando para fora das calças. Quero ter pique para fazer muitas trilhas e explorar diversas cachoeiras. Quero ter netos.
Difícil é saber o limite, a medida.
Mas acho que a cabeça e o corpo vão indicando:
O que dá.
O que não vale mais a pena.
O que o prazer compensa o mal estar no dia seguinte.
Ana Guabiraba
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