Trabalho é
construção, no meu caso, de mim mesma e da minha contribuição para este mundo.
Meu trabalho me
desafia e me põe em movimento. A Educação foi o caminho que escolhi para atuar
como profissional, aliás é mais do que isso: esta escolha determina o jeito de
eu estar no mundo.
As angústias são
tantas que desencadeiam desafios a cada instante, sendo a emancipação, a minha
inclusive, o maior deles.
O que alivia é
encontrar na jornada, pessoas imbuídas dos mesmos sonhos, movidas pelos mesmos
ideais, pois trilhamos a caminhada nos fortalecendo.
A única certeza que
tenho hoje, após anos trabalhados, é que nunca estaremos prontos e que vamos
nos constituindo a cada ato. Defendo a percepção de que o (a) educador (a)
precisa manter intactos seus ideais e ter consciência da importância de estar
aberto para rever seus caminhos e mudar rumos sempre que for necessário.
A minha projeção
para a outra metade da vida é a mesma que tive desde que entrei numa escola
pela primeira vez como profissional ao ser recebida com a “profecia” de que
todo o meu entusiasmo se devia ao fato de que eu vivia o encantamento do
início, que logo passaria e eu faria parte do grupo de educadores (as) mortos
em vida.
O meu desejo
continua sendo o de me livrar daquela “praga” e manter viva a chama do
idealismo, por isso cuido de estar acompanhada de idealistas de carteirinha.
Sempre pensei que
se chegasse ao final com o mesmo entusiasmo do começo, teria valido a pena…
Este continua sendo o meu desejo…
Sandra Bouças
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