segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O feminino que habita em mim.

Sempre neguei minha feminilidade
Considerava a parte mais fraca de mim.
Ser forte era o contrário de ser feminina.
Não estou falando de batom, meia fina (ainda se usa meia fina?) e cílios postiços (que eu não tenho a menor ideia  como se usa).
Estou falando de falar com o útero, de enfrentar a vida com o peito aberto, com os seios à mostra.
Entendi esta força feminina em dois momentos da minha vida: na maternidade e na defesa do meu trabalho.
Entendendo que minha força estava justamente no que de fêmea existe em mim, passei a rever todos os estereótipos a que somos diariamente submetidos.
Não quero ser o estereótipo. Não quero submeter meus filhos e alunos a eles.
Para esta nova fase da vida quero cultivar o meu feminino, me aproximar das mulheres. Quero entender e valorizar toda esta complexidade feminina.

Quero ser mais Maria. 

Ana Maria Guabiraba

Nenhum comentário:

Postar um comentário