Lembro-me bem daquele 2002.
Estava com minha irmã, minhas primas e meu marido - na época ainda namorado - na avenida Paulista.
Chorávamos muito com o discurso de Lula.
Estávamos emocionados porque era a vez do povo e da classe trabalhadora, finalmente a nossa vez!
Eu era jovem, 21 anos e o peito cheio de esperanças.
2018.
Envelheci um pouco mas ainda me sinto jovem e com vigor.
Continuo chorando com o discurso de Lula e apesar de sua prisão, me renovei de esperanças.
Minha voz, mesmo rouca nas salas de aula da periferia, continua vibrando a força e potência da classe trabalhadora desse país.
E através dela eu incessantemente brado contra as injustiças e ajudo no levante pela garantia de direitos.
Porque as ideias de Lula vivem também no meu coração e através dele fluem.
Que possamos aprender a resistir cada vez melhor aos golpes.
Que não se apague a estrela que nos move e que representa cada um nesse Brasil e que saibamos brilhar, como Lula fez, ofuscando o ódio de classes que alimenta a muitos.
Mobilizemo-nos.
O tempo urge.
Amanhã é outro dia de outono e o sol não é igual para todos.
Lula livre!
Daniela Bonafé
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