terça-feira, 28 de novembro de 2017

Energia materializada

Dinheiro é energia... Empregamos nossa energia para arrecadarmos e depositamos energia através do ato de gastar o dinheiro que temos. Assim tenho pensado há algum tempo.

A partir desta convicção, sigo sempre refletindo acerca das minhas ações que geram receita: busco a valorização do meu trabalho honrando cada centavo que ganho como pagamento para exercitar a profissão que escolhi.

Só não me pergunte neste momento se recebo o suficiente para pagar minhas contas e ainda poupar porque a resposta será NÃO e não quero acabar com a possibilidade de um belo texto para ser escrito e lido.

O fato é que o valor monetário que cai na minha conta todos os meses é a materialização da energia que emprego diariamente e, por esta razão, preocupo-me com a forma com que empregarei esta energia materializada.

Confesso que, se acaso um administrador analisasse a minha planilha de receitas e despesas, ficaria horrorizado, pois não sigo o modelo de proporcionalidade de gastos em cada aspecto da vida proposta por especialistas para a garantia inclusive de um “pé de meia” e de uma estabilidade material.

Minhas despesas acompanham as prioridades estabelecidas por aquilo que minha família compreende como importante para esta vida que é curta, mas imensamente valiosa para ser deixada para depois. Não deixo para depois NADA em função do dinheiro que falta. Não perco mais do que o necessário numa loja de roupas: compramos o que estamos precisando, quando acaba um calçado, colocamos outro no lugar; temos um limite de gasto com cada uma dessas coisas que acabam e nem deixam saudade.

Nada de celulares e carros de último tipo, roupas de marca, brinquedos que estão nas propagandas prometendo felicidade eterna. Nada de gastos semanais com unhas e cabelos.

Importante para nós são as vivências significativas que vão nos constituindo, que vão deixando registros na nossa biografia. Eu e meu companheiro temos como pressuposto empregar nossa energia monetária com o que não podemos segurar com as mãos.


Acúmulo aqui em casa, apenas de conhecimentos, risadas, encontros, experiências. Ainda vivo contando centavos... A minha projeção para a outra metade da vida é não mais contar centavos, desejo chegar aos 40 sem dívidas, pois estas levam embora minha energia de maneira muito selvagem. Busco a medida que me libertará: nada de cheque especial e cartões de crédito. Liberdade é receber seu salário e dedicá-lo a suas prioridades sem vê-lo cair nas contas milionárias dos banqueiros. Estou caminhando nesta direção...

Sandra Bouças

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