Dinheiro é energia... Empregamos
nossa energia para arrecadarmos e depositamos energia através do ato de gastar
o dinheiro que temos. Assim tenho pensado há algum tempo.
A partir desta convicção, sigo
sempre refletindo acerca das minhas ações que geram receita: busco a
valorização do meu trabalho honrando cada centavo que ganho como pagamento para
exercitar a profissão que escolhi.
Só não me pergunte neste momento
se recebo o suficiente para pagar minhas contas e ainda poupar porque a
resposta será NÃO e não quero acabar com a possibilidade de um belo texto para
ser escrito e lido.
O fato é que o valor monetário
que cai na minha conta todos os meses é a materialização da energia que emprego
diariamente e, por esta razão, preocupo-me com a forma com que empregarei esta
energia materializada.
Confesso que, se acaso um
administrador analisasse a minha planilha de receitas e despesas, ficaria
horrorizado, pois não sigo o modelo de proporcionalidade de gastos em cada
aspecto da vida proposta por especialistas para a garantia inclusive de um “pé
de meia” e de uma estabilidade material.
Minhas despesas acompanham as prioridades
estabelecidas por aquilo que minha família compreende como importante para esta
vida que é curta, mas imensamente valiosa para ser deixada para depois. Não
deixo para depois NADA em função do dinheiro que falta. Não perco mais do que o
necessário numa loja de roupas: compramos o que estamos precisando, quando
acaba um calçado, colocamos outro no lugar; temos um limite de gasto com cada
uma dessas coisas que acabam e nem deixam saudade.
Nada de celulares e carros de
último tipo, roupas de marca, brinquedos que estão nas propagandas prometendo
felicidade eterna. Nada de gastos semanais com unhas e cabelos.
Importante para nós são as
vivências significativas que vão nos constituindo, que vão deixando registros
na nossa biografia. Eu e meu companheiro temos como pressuposto empregar nossa
energia monetária com o que não podemos segurar com as mãos.
Acúmulo aqui em casa, apenas de
conhecimentos, risadas, encontros, experiências. Ainda vivo contando
centavos... A minha projeção para a outra metade da vida é não mais contar
centavos, desejo chegar aos 40 sem dívidas, pois estas levam embora minha
energia de maneira muito selvagem. Busco a medida que me libertará: nada de
cheque especial e cartões de crédito. Liberdade é receber seu salário e
dedicá-lo a suas prioridades sem vê-lo cair nas contas milionárias dos banqueiros.
Estou caminhando nesta direção...
Sandra Bouças
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